quarta-feira, 22 de junho de 2011

HISTÓRIA DO BRASIL - O BRASIL REPUBLICANO

Caros Vestibulandos, iniciaremos hoje uma série de postagens voltadas à História do Brasil. Tendo como principal objtivo: fazer com que vocês, vestibulandos, possam revisar um pouco este Assunto e com isto, se preparar melhor para os próximos vestibulares. Bons estudos!
As diversas forças sociais que se uniram para proclamar a República: Exército, fazendeiros do café, camadas médias urbanas - organizaram-se para formar um Governo Provisório. Sob a liderança de Deodoro da Fonseca, a primeira administração do novo regime procurou conciliar os diversos interesses desses grupos sociais.
Entre as principais medidas tomadas pelo Governo Provisório, estão:
  • Federalismo - as províncas brasileiras foram transformadas em estados-membros da Federação, obtendo maior autonomia administrativa em relação ao Governo Federal, cuja sede recebeu o nome de Distrito Federal;
  •  Separação entre Igreja e Estado - a Igreja passa a ter autonomia em relação ao governo. Em conseqüência, foram criados o registro civil de nascimento e o casamento civil;
  •  Grande naturalização - todos os estrangeiros residentes no Brasil seriam legalmente considerados cidadãos brasileiros. Quem não quisesse ser naturalizado deveria manifestar sua vontade de ficar com a antiga cidadania;
  •  Bandeira da República - uma nova bandeira nacional foi criada para substituir a antiga bandeira do Império. O lema da bandeira nacional, Ordem e Progresso, foi sugerido pelo ministro da Guerra, Benjamim Constant. O lema tem sua origem no positivismo, que pregava o amor por propício, a ordem por base e o progresso por fim;
  •  Assembléia Constituinte - convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte para elaborar a Constituição da República.
Em dezembro de 1889, marcaram-se eleições para a Assembléia Constituinte, que seriam realizadas em 15 de setembro de 1890. Durante esse curto período, acirraram-se as divergências entre Deodoro e os ministros e destes entre si, na luta pela hegemonia dentro do novo bloco que assumira o poder.
O Ministério da Fazenda, comandado por Rui Barbosa, voltou-se para questões que intensificaram ainda mais os desentendimentos entre as forças sociais que representavam o governo: tarifas alfandegárias, créditos, emissão de moeda, legislação de sociedades anônimas.
A República havia herdado da Monarquia um grande déficit na balança de pagamentos. As importações oneravam em muito o Tesouro Nacional; as despesas com a infra-estrutura urbana eram enormes, pois expandia-se a rede ferroviária, aparelhavam-se melhor os portos, instalavam-se fábricas. Além disso, eram altos os gastos com a mão-de-obra assalariada.
A abolição da escravatura e a corrente migratória criaram um número maior de assalariados. O País não dispunha, entretanto, de papel-moeda suficiente em circulação. O ministro da Fazenda tentara, sem sucesso, obter alguns empréstimos no exterior, pois reinava na Europa muita desconfiança em relação ao novo regime brasileiro. A solução foi emitir papel-moeda através de alguns bancos.
A emissão de papel-moeda aumentou o dinheiro circulante e reativou os negócios, mas, como a produção interna não cresceu nas mesmas proporções, a inflação também aumentou. Além disso, o crédito fácil resultou em uma violenta especulação com as ações das novas empre¬sas que surgiam. Esta especulação ficou conhecida como encilhamento. A especulação desenfreada chegou a oca¬sionar o aparecimento de "firmas fantasmas", isto é, que só existiam no papel, somente na forma de ações. A infla¬ção aumentou e, conseqüentemente, houve muitas falên¬cias, levando a economia a uma grande crise.
Os cafeicultores protestaram contra a reforma finan¬ceira de Rui Barbosa, pois não Ihes interessava uma polí¬tica que desse mais importância à indústria do que ao café. Além disso, no próprio ministério, muitos colegas também criticavam a reforma. Pressionado, demitiu-se do cargo em janeiro de 1891.

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